terça-feira, 4 de maio de 2010

Planejamento - Que Direção Tomar?

A palavra de ordem é planejar. Isso mesmo, planejamento é essencial para a eficácia de qualquer projeto. Planejar está ligado a vislumbrar as metas a serem alcançadas, definir os caminhos que serão tomados, ou seja, fazer uma experiência de contemplar de como será o projeto no futuro. Os objetivos devem estar intimamente ligados à visão e a missão da instituição.

A elaboração do planejamento deve ser bem direcionada e realista, considerar as condições verdadeiras da instituição. Sonhar é bom, mas tais sonhos devem estar ligados às possibilidades possíveis. Assim, fazer um planejamento parece ser muito difícil, mas na verdade é muito trabalhoso. Requer muita atenção e construção coletiva, mas sempre com diretrizes estabelecidas pela liderança da instituição, ou seja, um planejamento para o planejamento.

A elaboração do planejamento pode tomar tempo, esforço, gerar custos e outros empecilhos, mas seu objetivo é exatamente prevenir contra a realização de atividades sem fins específicos, esforços desnecessários e o piores, custos supérfluos. De tal modo o que se perde na elaboração, conquista-se no processo.

Planejamento não é apenas um documento com regras e datas estabelecidas que tenha sua conclusão determinada por um ponto final. Ao contrário, deve ter um acompanhamento para possíveis adaptações e reestruturações, pois, todos os dias as mudanças ocorrem, por isso a importância de um planejamento dinâmico e coletivo.

No entanto, muitas instituições não elaboram seu planejamento por considerar uma ferramenta desnecessária e vão ao sabor do vento. Mas se o vento mudar de direção, que rumos tomar e, o pior, se o vento para? O que fazer? Por isso algumas instituições falem, acabam ou, simplesmente não atingem seus objetivos, devido a falta de estrutura de planejamento.

Projetos devem ser bem elaborados, o mais importante que apenas começar com um novo é saber gerenciá-lo e saber estruturar o planejamento que direcione o projeto aos seus objetivos. Por fim, toda a atenção deve ser dada na produção do planejamento das atividades, pois, qualquer erro de elaboração pode por todo o processo a perder, valorize suas ações, planeje-se para alcançar suas metas.


segunda-feira, 12 de abril de 2010

Kungu Fu Abrindo Portas

O CIEC financiado pelo PELC – Programa Esporte e Lazer na Cidade oferecem oficinas voltadas para a prática de atividades físicas. Essas oficinas visam muitos objetivos como tirar as crianças da rua no horário contrário das aulas, instruir quanto aos benefícios da atividade física, proporcionar um espaço para a socialização e a prática desses futuros cidadãos. Essas metas estão diretamente ligadas à missão do CIEC “Atenuar a deficiência de políticas públicas e sociais e assim, atender as necessidades e procura da população por esporte, recreação, lazer e cultura, especialmente daquelas em que estão em situações de vulnerabilidade social, econômica, reforçadoras das condições de injustiça e exclusão social a que estão submetidas.”

No entanto, o esporte oferecido nas oficinas tem o caráter de ser uma atividade de lazer, um espaço lúdico sem perder o modo educativo tão valorizado pelo CIEC nos últimos anos. E não uma instituição de “caça talentos” ou potenciais atletas para competições e representação em eventos de grande porte, mas uma instituição preocupada com a instrução e responsabilidade social dessas crianças e adolescentes na comunidade à qual elas estão inseridas no futuro.

Surpresas sempre surgem no decorrer das atividades seja qual for o ambiente, especialmente, quando há um bom trabalho sendo bem feito por toda a equipe. No dia 27 de março uma surpresa muito agradável aconteceu e deixou toda a equipe do CIEC bastante contente, em um torneio de Kung Fu, participantes que começaram ou ainda treinam nas oficinas oferecidas pelo CIEC participaram e demonstraram grande potencial na competição.

Com o comando do instrutor Murilo, os competidores conseguiram vitórias significativas no torneio e, agora podem até competir no campeonato nacional de Kung Fu, falta apenas algumas vitórias nos torneios seguintes para garantir a classificação e a cidade de Planaltina ter representação em uma competição nacional. Da mesma forma o CIEC norteado por sua visão “Ser a maior organização não governamental do Distrito Federal e superar os padrões consagrados de excelência, desenvolvimento e implantação de projetos, cujo resultado seja a melhoria e transformação do capital humano das comunidades envolvidas.” cumpriu de fato com uma de suas metas, evidenciar para seus participantes que eles são capazes de almejar expectativas bem melhores para sua vida e, com perseverança nos sonhos, trabalho duro e esperança os resultados virão num futuro melhor para todos.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Sustentabilidade: De Olho no Futuro

O assunto dos últimos tempos é sustentabilidade, está presente em todos os veículos de comunicação, aparece nos temas escolares, nas reuniões empresariais, é norteador de projetos sociais, ou seja, é um assunto abordado em todos os espaços. É certo, pois, atualmente, a humanidade parece compreender a importância da sustentabilidade para manutenção da espécie por mais alguns anos na Terra.

A sustentabilidade é um conceito relativamente novo que está relacionado a diversos aspectos: econômico, social, cultural e ambiental da humanidade. Devido a importância do tema está em debate em muitos setores da sociedade e cada vez mais presente em nossas vidas. O tema está ligado diretamente ao modo que a civilização e suas ações (de todos os seus membros) possam exercer suas potencialidades no presente, mas que concomitantemente preserve a biodiversidade e os ecossistemas naturais, com um planejamento que vise à pró-eficiência desses ideais. Assim, a sustentabilidade é muito mais que uma atitude individual, de vizinhança ou comunitária, ela deve ser global.

O que deve haver para uma planejamento sustentável? Os quatro requisitos básicos devem ser:

• ecologicamente correto;

• economicamente viável;

• socialmente justo; e

• culturalmente aceito.

De modo mais claro, ser sustentável é promover o melhor à humanidade quanto ao ambiente, não apenas no presente, mas também visualizando o futuro. De acordo com Relatório de Brundtland (1987), sustentabilidade é: "suprir as necessidades da geração presente sem afetar a habilidade das gerações futuras de suprir as suas".

Com a atualização e implementação de alguns novos conceitos pode-se observar nas instituições algo como “Gestão Sustentável”. Gestão Sustentável refere-se dirigir uma empresa, um grupo, uma comunidade por vias que valorizam e recuperam todo o capital humano, natural e financeiro de modo a alcançar o melhor proveito das energias utilizadas. Essa gestão deve sempre ser vista como um processo evolutivo. Por isso é urgente a minimização de recursos naturais e resíduos tóxicos. Desenvolvimento Sustentável não pode ser visto apenas como “ambientalismo ou modas ecologicamente corretas, mas sim a busca pelo equilíbrio entre ações econômicas, ambientais e sociais e os resultados atingidos.

Como é ser uma pessoa ou instituição sustentável?

Ser sustentável é comportar-se diferente, ser diferente e fazer diferente é ver o ambiente como um aliado para o desenvolvimento, não apenas como fornecedor de matéria-prima para produção em massa, que em contrapartida gerará devastação em massa. Ser sustentável é auxiliar no progresso e desenvolvimento da sociedade visando o bem de todos, é colaborar para a criação de medidas e melhorias sociais, educacionais, culturais, econômicas e afins. É preservar em bom estado o que nos é fornecido pela natureza, valorizar a diversidade da biodiversidade, sejam elas físicas, intelectuais, culturais ou mesmo de espécies, é opor-se a planos destrutivos do meio ambiente, é dizer não a corrupção, à drogas ilícitas e todos os meios nocivos à vida humana e do meio ambiente, de certo modo é ser careta. Suportar todas as críticas por pensar a frente, visualizar e desejar um futuro melhor a todos. Ser sustentável é ser consciente dos nossos atos perante o nosso meio, seja no âmbito familiar, escolar, social, político, ou seja, todos aqueles que dizem respeito a você e ao meio ambiente.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Espaço Cultural CIEC - Inauguração

      Sábado dia 23 de janeiro, um novo espaço do CIEC foi inaugurado. A nova sede do CIEC fica localizado na Quadra 19, conjunto G, casa 21 na Vila Buritis. Para celebrar a ocasião foi promovido um evento de abertura oficial com apresentações de Hip-Hop e Dança do Ventre e foi oferecido algodão doce e pipoca aos participantes do evento.

      A partir do dia 25 de janeiro as atividades começaram no espaço da Vila Buritis IV, as inscrições ainda estão abertas para novos participantes, as oficinas oferecidas no local são: Hip-Hop, Dança do Ventre, Ginástica, Pintura em Seda e Tecido, Bordado em Pedraria, Jogos Teatrais, Corte e Costura e Danças Regionais.
      Por fim, os participantes aos poucos vão se adaptar ao novo espaço e ao itinerário das oficinas na Vila Buritis IV, para que deste modo o CIEC consiga levar à comunidade mais oportunidades de educação, esporte e lazer.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

CIEC - Expectativas para 2010

Um novo ano que entra, uma nova década que começa assim a humanidade marcha todos os dias para desenvolver ações e estratégias para atingir os objetivos e metas lançadas para determinado período. O CIEC não é diferente e já começou a arquitetar as suas ações para esse ano que começou.

No ultimo sábado dia nove de janeiro (09/01/2010) a coordenação, instrutores e alguns participantes das oficinas do projeto montaram uma reunião de estruturação das atividades a serem realizadas no ano de 2010 no CIEC. A reunião tinha como objetivo tratar de como seria o planejamento do CIEC no período de 2010, mas com algumas premissas já definidas, como a formação de grupos nas oficinas, o uso de “palavras geradoras” nas oficinas, a partir delas refletir e acolher as ideias dos participantes direcionando as ações que possibilitem o desenvolvimento local e a sustentabilidade como objetivo.

Foram tratados também os objetivos que as oficinas deveriam oferecer aos participantes ao fim das atividades, não apenas as técnicas específicas de cada atividade, mas também a integração dos grupos, suporte para a auto-organização, auto-gestão e, o desenvolvimento humano. Com o objetivo de utilizar a avaliação processual nas atividades, foi desenvolvido um instrumento que auxilie no acompanhamento das oficinas, desde o planejamento, metodologia e didática utilizadas pelo instrutor, até o apoio oferecido pela coordenação do projeto.

Uma das principais diferenças está no fato dos participantes das oficinas poderem responder aos formulários, o que de certo modo será uma avaliação institucional, o que poderá nortear possíveis tomadas de decisão para o melhor desenvolvimento do projeto. Assim todas as estruturas do projeto serão avaliadas e todas darão seu feedback do trabalho que é realizado.

Mas e na prática como vai ser? A coordenação juntamente com os instrutores firmou em trabalhar com a ideia de sustentabilidade e preservação do meio-ambiente. Vai ser pedida a cada participante das oficinas a contribuição de 5 kg de papel já utilizado, para ser reutilizado e reciclado na oficina de reciclagem, a oficina tem como uma das metas sua própria sustentabilidade. A oficina começa com o objetivo de produzir dois tipos de papel, o oficio e a cartolina como os padrões para a comercialização.

No ano de 2010 o CIEC terá o remanejamento nas suas instalações físicas. Foi estruturado um esquema para oferecer todas as oficinas na comunidade, ajustar horários e instrutores em uma grade semanal que atendesse a essas expectativas estiveram no planejamento. No entanto, com a ausência de dois instrutores não foi possível fechar a grade, mas a grade horária já está encaminhada falta apenas a confirmação no decorrer da semana seguinte.

O trabalho com projeto social está envolto em alguns fatores de risco como o afastamento dos participantes, a desistência das turmas ou mesmo o abandono dos instrutores, algumas ações de intervenção para evitar esses possíveis acontecimentos entraram no planejamento. Com o auxilio dos instrutores aqueles que de fato são responsáveis por cada turma, por cada oficina o CIEC elaborou uma lista de prováveis atividades que manteriam os participantes ativos e convocaria a participação de novos.

A ideia inicial seria uma melhor estruturação das atividades, com isso foi pensado o PPP, o calendário de atividades, uma dinamicidade mais acessível a todos nas aulas, criar espaços e momentos alternativos como café da manhã ou lanches ao fim da tarde, caminhadas, exibir filmes para debate, gincanas para integração, massagem coletiva, o cine-clube, dentre outras, para sair da rotina das oficinas e oferecer mais uma oportunidade aos participantes.

Por fim, o CIEC no ano de 2010 tem o compromisso de melhorar seu atendimento à comunidade, para isso começou a desenvolver um planejamento estruturado de suas atividades, procura também estar mais próximo de seus instrutores, participantes e envolvidos no projeto.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

I Mostra de Dança

O CIEC em parceria com a ONG Ação Esperança realizou no dia 25 de outubro no Vale do Amanhecer a I Mostra de Dança do projeto Construindo Espaços de Convivência. O evento foi uma oportunidade de demonstrar um pouco do que vem sendo desenvolvido nas oficinas de dança.


O trabalho começou bem antes do dia 25 com a organização dos grupos, a troca de ideias, a definição do espaço da apresentação, as coreografias e mobilização das famílias dos participantes do evento. Enfim, foi uma atividade diferenciada, que envolveu diferentes pessoas de distintas localidades de Planaltina-DF.

Os instrutores foram os responsáveis pelas apresentações culturais que representou as oficinas de Dança do Ventre, Folclore Árabe, Hip Hop, Capoeira e um grupo cowtry como convidado. A platéia assistia encantada, especialmente os familiares que puderam conhecer o que seus filhos e filhas têm aprendido durante os encontros das oficinas. A manifestação foi positiva e os aplausos após cada dança foram sinceros.

A programação ocorreu das 17h as 21h cuja abertura foi marcada com a fala da Simone, instrutora de dança do ventre, em seguida apresentação de hip hop, com o instrutor Jhonys Mendes, a turma de crianças que participam da dança do ventre do CIEC demonstraram sua coreografia e em seguida as meninas do grupo Jalilah com a dança núbia, que é uma manifestação do folclore árabe, o grupo das adolescentes que participam da oficina de dança do ventre no CIEC apresentaram em seguida sua coreografia com participação de dez meninas, duas integrantes do Jalilah fizeram uma bela apresentação com a dança das espadas e em seguida foi a vez da fala da instrutora Josane da AESP. O grupo de couwtry que representou a Estância demonstrou um pouco da dança norte americana. O grupo Jalilah encerrou suas apresentações no dia com a dança de crianças, jovens e adultas em uma só coreografia, logo após foi a vez da apresentação das participantes da oficina de dança do ventre na Estância Planaltina, a turma de adultas da Estância Mestre D’Armas mostrou o resultado dos ensaios com uma coreografia belíssima e, por fim, uma apresentação com a junção de elementos da capoeira com a dança do ventre.











Após as apresentações a equipe que compõe o projeto Construindo Espaços de Convivência falou um pouco acerca do que é o projeto e a importância da participação ativa de cada membro da comunidade, ou melhor, das comunidades envolvidas neste trabalho. Todo o evento representou um momento de confraternização, que ao final foi marcado com um delicioso lanche, para mais de cento e cinqüenta pessoas.


sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Capoeira - Espaço de Movimento

A falta de oportunidades para desenvolver atividades é uma das principais reclamações de muitas comunidades como foi ressaltado na oficina de comunicação comunitária ocorrida dia 18 de outubro pelos participantes. A falta de lazer, esporte e cultura nas cidades para o desenvolvimento pessoal e comunitário são escassos ou mesmo negligenciados por instituições que deveriam oferecer tais eventos. Apesar disso, o CIEC respeita a comunidade e não apenas procura oferecer tais condições, mas criar os espaços para que tais atividades sejam desenvolvidas e praticadas pela comunidade, como foi no evento nacional de capoeira que ocorreu durante três dias e terminou sábado 24 de outubro, na Praça do Estudante ao lado da rodoviária de Planaltina.


Com a proposta de criar os espaços de convivência o CIEC, de fato criou um espaço para a prática da capoeira, não apenas como uma atividade física, mas também uma expressão cultural, uma miscigenação da luta, com a dança, com a cultura popular e a música, herança deixada por escravos africanos a nossa ampla diversidade cultural. O CIEC aproveitou a oportunidade e montou a tenda, estendeu tatames e ofereceu o espaço para que a arte fosse exposta à comunidade que entendeu a proposta e compareceu ao evento para prestigiar o evento. Não apenas interessado em oferecer o ambiente, mas também as condições para a comunidade permanecer, também foi oferecido água mineral e frutas no lanche, afora a parceria que proporcionou cadeiras para melhor acolher quem participava.


Oferecer oportunidades é uma das metas do CIEC para proporcionar um futuro mais digno às crianças, jovens, adultos e idosos, que tenham no horizonte esperança e amadurecimentos na sua formação como pessoa. Acredita-se que o desenvolvimento individual é influenciado pelo social (VYGOTSKY), de tal forma o CIEC se esforça para ajudar na formação integral dos participantes das oficinas e, que estes levem para a família, para a escola e todos os ambientes que forem os valores e conhecimentos trabalhados em cada encontro.

Como ocorreu no evento de capoeira do dia 24 de outubro, a graduação é um avanço de etapa para os jogadores de capoeira, um passo dado, uma vitória alcançada, tal fato é importante, pois, o acompanhamento dos jovens nessa caminha é também uma vitória para o CIEC por estar conseguindo oferecer o que se propunha lado a lado dos participantes. A graduação é feita por meio da troca (ou aquisição) das cordas que são normalmente representadas pelas cores de cordas ou cordéis amarrados na cintura do jogador, geralmente representadas pelas cores da bandeira do Brasil.

Assim, o CIEC conseguiu realizar mais um evento com a característica de criar um espaço perto da comunidade, para que esta participe e construa os seus espaços de convivência, lazer, esporte e cultura e sintam-se participantes ativos.